Os conflitos no Oriente médio seguem afetando fortemente a aviação mundial. Próximo a datas de alta demanda na Europa, tendo em vista o visado verão europeu, companhias e aeroportos de todo o planeta sentem os efeitos da guerra com a diminuição da capacidade de assentos disponíveis. Em pesquisa feita pela OAG, principal provedora global de dados de voos, empresas aéreas por todo o mundo diminuíram drasticamente as ofertas de assentos em diferentes regiões.
O estudo coloca em comparação a capacidade aérea divulgada pelas companhias em abril com as expectativas iniciais, registradas em fevereiro. O resultado é uma queda considerável prevista para o período do verão europeu, nos meses de maio e junho.
Naturalmente, a região mais afetada é o Oriente Médio. Assim, companhias possuem mais de um terço dos assentos fora de comercialização, e a capacidade internacional, no mês de maio, está 34,7% menor. Por outro lado, há certo otimismo por parte das empresas aéreas para os próximos meses. Conforme previsões, a redução tende a cair 9,9% em junho e 5% em julho, se a situação se estabilizar.
As consequências globais
Consequentemente, os efeitos do conflito ganharam escala global para o setor de aviação. Não apenas no aumento do preço de combustíveis, mas em toda a disponibilidade de assentos da frota aérea. A segunda região mais afetada depois do Oriente Médio é o Leste Europeu, devido à grande ligação das empresas do Golfo. Em maio, a região da Europa teve uma queda de 18,3% da capacidade, em virtude da diminuição de decolagens de companhias do Oriente Médio para o Leste Europeu.
Nesse sentido, ainda, as empresas do Golfo estão entre as que mais reduziram a disponibilidade. Apesar disso, a apuração da OAG revela que a intenção das companhias – em um esforço para preservar a conectividade e a presença no mercado -, é manter, no mínimo, dois terços da frota programada. Neste contexto, no mês de maio, a companhia mais afetada foi a Air Arábia, com retração de 34,3%, seguida pela sólida Qatar Airways, com queda de 32,4%, um grande prejuízo para a empresa em uma época de forte turismo. Em terceiro lugar, ficou a Flydubai, com redução de 28,2%. No mês de junho, contudo, a melhoria é discreta. A Qatar Airways agora lidera a diminuição, mas com 18,4% de queda, seguida pela AirAsia, com 12,7%. A Air Arábia fica com retração de 6,1%, enquanto para a Flydubai, a previsão é positiva, com aumento de 1%.
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Os impactos nos demais continentes
Mesmo distante, a América do Sul sente leves consequências do conflito. O sul da região tem uma retração de 4,8%, enquanto o norte da América do Sul teve uma diminuição maior no número de assentos, de 5,1%.
A região central Ásia, por outro lado, possui um cenário mais otimista. O setor foi o único do mundo a ter, no período, um aumento de 9,7% na capacidade internacional. O aumento se deve, em sua maioria, à expansão da IndiGo, principal companhia de baixo custo da Índia. A empresa acrescentou aproximadamente 85 mil assentos ao mercado, assim ampliando a sua presença regional mesmo em um período de crise.
Os demais mercados mais afetados em maio, para além do Oriente Médio e do Leste Europeu, foram o Sul da Ásia, com queda de 9,3%; o Sudeste Asiático, com 8,3%; a África Oriental e o Norte da América do Sul, com 5,1%. Para a surpresa de alguns, a região da América do Norte, tendo os Estados Unidos como um dos principais personagens da guerra, sofreu uma redução de apenas 2,1%.
A perspectiva para os próximos meses
Conforme a OAG, as empresas aéreas estão ajustando suas rotas praticamente em tempo real, trabalhando com uma janela operacional de aproximadamente seis semanas. Assim, as companhias aumentam ou diminuem sua capacidade de acordo com a evolução das condições geopolíticas no mundo.
Para junho, somente três regiões no mundo preveem crescimento sobre as projeções iniciais. São elas o Norte da África, prevendo aumento de 3%; a Ásia central, que continua em ascensão com 14,3%; e o nordeste asiático, com aumento previsto de 1,4%.
Já no mês de julho, a perspectiva é positiva. Com isso, 10 regiões de todo o mundo tendem a voltar a apresentar crescimento na disponibilidade aérea. Logo, a projeção reforça que, caso o cenário tenha certa estabilidade, o setor do turismo e comércio mundial pode ter uma recuperação gradativa.
A Travelei seguirá acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e as consequências para o turismo e o comércio global, a fim de te manter sempre atualizado. Siga acompanhando nosso blog para não perder nenhuma novidade do caso.
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