A Copa do Mundo de 2026 promete uma experiência inédita. Afinal, pela primeira vez, o torneio será disputado simultaneamente em três países: Estados Unidos, Canadá e México. No entanto, essa grandiosidade também traz um desafio: calcular quanto custa acompanhar a competição de perto.
Com partidas distribuídas por 16 cidades e separadas por milhares de quilômetros, o orçamento pode variar significativamente. Além dos ingressos, entram na conta hospedagem, transporte, alimentação, seguro viagem, documentação e, claro, o estilo de viagem escolhido. Por isso, planejar cada etapa com antecedência será fundamental para evitar surpresas e aproveitar melhor a experiência. Foi pensando nisso que a Travelei preparou um guia de gastos por perfil de viajante, para ajudar você a se organizar durante o torneio, levando em consideração a posse do ingresso para algumas partidas. Acompanhe!
Seguro viagem e visto: despesas obrigatórias
Os jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos acontecerão em Nova York, Filadélfia e Miami. Além disso, essas cidades concentram uma das maiores comunidades brasileiras nos Estados Unidos. Os principais aeroportos de partida para os torcedores brasileiros serão o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, o Aeroporto Internacional do Galeão, o Aeroporto Internacional de Confins, o Aeroporto Internacional de Brasília e o Aeroporto Internacional de Belém.
Nesse contexto, o primeiro custo obrigatório é o visto americano. Atualmente, a taxa consular do visto de turismo B1/B2 gira em torno de US$ 185, o equivalente a aproximadamente R$ 900 ou R$ 1.000, dependendo da cotação do dólar. Além disso, quem ainda não possui passaporte brasileiro precisará desembolsar cerca de R$ 257 para a emissão do documento.
Por outro lado, o seguro viagem, embora muitas vezes negligenciado, é indispensável. Considerando os altos custos da saúde nos Estados Unidos, contratar uma cobertura adequada é uma decisão estratégica. Para viagens entre 10 e 15 dias, seguros com cobertura médica entre US$ 50 mil e US$ 100 mil custam, em média, de R$ 250 a R$ 600. Já planos mais completos podem ultrapassar R$ 800, oferecendo coberturas ampliadas e maior tranquilidade durante a viagem.
Custos locais: transporte e alimentação fazem diferença
Embora passagens, hospedagem e ingressos concentrem grande parte do orçamento, os gastos diários também merecem atenção especial.
Mobilidade
Nas principais cidades-sede americanas, o transporte público costuma ser eficiente, mas nem sempre barato. Em Nova York, por exemplo, uma passagem de metrô custa cerca de US$ 2,90, enquanto passes semanais ficam na faixa de US$ 34. Já em Los Angeles, onde a dependência de carros é maior, as tarifas variam entre US$ 1,75 e US$ 3. Ainda assim, muitos visitantes acabam recorrendo a aplicativos de transporte.
Nesse cenário, corridas por aplicativos costumam variar entre US$ 10 e US$ 25 para trajetos curtos. Entretanto, em horários de pico ou em deslocamentos mais longos, os valores podem ultrapassar facilmente US$ 40 ou US$ 60.
Já para quem pretende alugar um carro, os preços geralmente começam entre US$ 50 e US$ 100 por dia. Contudo, é importante considerar gastos adicionais com combustível e estacionamento. Em regiões centrais ou próximas aos estádios, estacionar pode custar entre US$ 20 e US$ 60 por dia.
No Canadá, cidades como Toronto e Vancouver apresentam tarifas de transporte público entre CAD 3 e CAD 4. Já na Cidade do México, o metrô custa cerca de MXN 5, tornando-se uma das alternativas mais econômicas de toda a Copa.
Alimentação
Os gastos com alimentação também variam conforme o destino e o perfil do viajante. Nos Estados Unidos, refeições rápidas em redes de fast food custam entre US$ 10 e US$ 15. Em contrapartida, restaurantes casuais geralmente cobram entre US$ 20 e US$ 35 por pessoa. Já estabelecimentos mais turísticos ou sofisticados podem facilmente ultrapassar os US$ 50 ou US$ 80 por refeição.
No Canadá, os valores são semelhantes, com refeições rápidas entre CAD 12 e CAD 18. Enquanto isso, restaurantes de padrão intermediário costumam cobrar entre CAD 25 e CAD 50. Por outro lado, o México apresenta custos mais acessíveis. Refeições simples variam entre MXN 80 e MXN 150, enquanto restaurantes mais completos ficam entre MXN 200 e MXN 400 por pessoa.
Outro ponto frequentemente ignorado são os gastos dentro dos estádios. Durante a Copa, bebidas devem custar entre US$ 8 e US$ 15, enquanto lanches simples podem variar entre US$ 10 e US$ 20. Dessa forma, um único dia de jogo pode acrescentar de US$ 30 a US$ 50 ao orçamento. Por isso, uma estratégia eficiente consiste em definir um limite diário para alimentação e transporte antes mesmo da viagem. Assim, fica mais fácil controlar os gastos e evitar excessos.
Confira nossos roteiros para acompanhar a Copa do Mundo e desfrutar da melhor experiência!
Quanto custa a Copa para cada perfil de viajante?
Perfil econômico: entre R$ 8 mil e R$ 14 mil
Quem busca economizar deve priorizar cidades mais acessíveis, como algumas sedes mexicanas ou centros americanos com custo de vida menor, como Dallas e Houston. Nesse perfil, o visto custa cerca de R$ 900 a R$ 1.000, enquanto o seguro viagem fica entre R$ 250 e R$ 400.
A recomendação é buscar ingressos para partidas menos concorridas da fase de grupos, geralmente entre US$ 60 e US$ 120. Além disso, o transporte público deve ser o principal aliado. Dessa forma, os gastos com mobilidade costumam ficar entre R$ 150 e R$ 300 durante toda a viagem. Na alimentação, a estratégia envolve fast food, mercados e refeições simples. Consequentemente, o gasto total costuma variar entre R$ 1.000 e R$ 1.800.
Perfil moderado: entre R$ 15 mil e R$ 28 mil
Para quem deseja equilibrar conforto e controle financeiro, cidades como Atlanta, Toronto e Kansas City oferecem boas opções. Nesse caso, o seguro viagem costuma variar entre R$ 400 e R$ 700. Além disso, existe maior liberdade para escolher partidas mais atrativas ou até mesmo confrontos das primeiras fases eliminatórias, com ingressos entre US$ 150 e US$ 500.
A mobilidade normalmente combina transporte público e aplicativos. Assim, os gastos totais ficam entre R$ 600 e R$ 1.200. A alimentação passa a incluir restaurantes casuais, elevando o orçamento para algo entre R$ 1.800 e R$ 3.000 ao longo da viagem.
Perfil premium: entre R$ 35 mil e R$ 80 mil ou mais
Por fim, quem busca uma experiência completa pode escolher cidades como Nova York, Miami e Los Angeles como base. Nesse perfil, os seguros viagem costumam custar entre R$ 800 e R$ 1.500 ou mais.
Os ingressos representam a maior fatia do orçamento. Jogos decisivos podem ultrapassar US$ 3.000, enquanto entradas para a final já chegaram à faixa dos US$ 10 mil. Além disso, muitos viajantes optam por pacotes de hospitalidade premium, que podem variar entre US$ 2.000 e US$ 10.000.
No transporte, predominam aplicativos, transfers e veículos alugados. Consequentemente, os gastos podem variar entre R$ 1.500 e R$ 5.000 ou mais. Já a alimentação inclui restaurantes renomados, elevando os custos para algo entre R$ 3.000 e R$ 6.000 durante toda a viagem.
Planejamento será o diferencial em 2026
Mais do que em qualquer edição anterior, a Copa do Mundo de 2026 exigirá organização. Afinal, a dimensão continental do torneio amplia oportunidades, mas também aumenta os custos e a complexidade logística.
Ainda assim, com planejamento antecipado, flexibilidade e escolhas alinhadas ao orçamento, acompanhar o Mundial pode se tornar uma meta perfeitamente viável. No fim das contas, a experiência vai muito além dos 90 minutos em campo. Ela começa no momento em que a viagem é planejada e se transforma em uma lembrança para toda a vida.
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