Pesquisa global de capacidade aérea revela considerável queda, sobretudo em rotas dos Estados Unidos
Com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo países como Israel, Irã e Estados Unidos, a malha aérea já se demonstra retraída. Importantes aeroportos, tanto das Américas quanto do Oriente Médio, tem reduções acentuadas no número de decolagens. Os dados são da mais recente análise de capacidade aérea programada, feita pelas empresas Mabrian e Data Appeal. Ademais, a pesquisa revela uma queda brusca na oferta de voos partindo dos EUA, além de diminuições consideráveis no Brasil e um impacto limitado no México. A pesquisa comparou a capacidade programada de assentos para viagens entre 14 de abril e 31 de maio de 2026. Além disso, a análise levou em conta dados registrados uma semana antes do início do conflito e os horários mais recentes disponíveis. O estudo visa as rotas com voos diretos conectando EUA, México, Brasil e países do continente asiático.
Os impactos do conflito
Apesar de a maior queda de conectividade ser dos Estados Unidos, os impactos também atingem pontos relevantes da América Latina. Logo, o Brasil sofreu reduções nas principais conexões com o Oriente Médio. As consequências foram mais relevantes em voos que ligam São Paulo e Rio de Janeiro a aeroportos de cidades importantes do Oriente Médio, como Istambul, Doha e Dubai. Neste contexto, uma das principais companhias que operam a conexão dos continentes, a Emirates passou a oferecer 10,2% menos assentos em rotas diretas para Dubai. Já de São Paulo para Doha, rota operada pela Qatar Airways, teve a brusca queda de 57,9%, enquanto a conexão SP – Istambul, da Turkish Airlines, teve 2,3% de redução. Já o México teve um impacto menor. O país conta com apenas uma rota direta até o Oriente Médio, operada pela Turkish Airlines. Devido a isso, a queda da capacidade total de assentos foi pequena, com 3,2% desde o início do conflito.
Confira outras consequências do conflito: Alta em combustíveis faz companhias aéreas cancelarem 2 mil voos
Principal participante do conflito, os Estados Unidos foram os mais afetados. Isso pois a oferta de assentos para o Oriente Médio, partindo de 14 aeroportos estadunidenses, caíram 59,1% desde o início do embate. Essa queda brusca foi um reflexo de ajustes generalizados entre grandes companhias aéreas que operam rotas intercontinentais. Entre elas estão a United Airlines, a American Airlines e a Delta Airlines. Além disso, houve realinhamentos de capacidade implementados por operadoras do Oriente Médio. Esse é o caso da Qatar Airways, que ofereceu 60,5% menos assentos partindo de aeroportos dos EUA. No decorrer da lista, aparecem companhias como a Royal Jordanian e a Emirates, com reduções de 23,7% e 21%, respectivamente. A Etihad Airwayus também diminuiu em 18,% a oferta de voos desde o início do conflito.
O que dizem os órgãos
Carlos Cendra, diretor de marketing e comunicação da Mabrian, empresa responsável pelas pesquisas e dados apresentados, declarou que, além da volatilidade atual que afeta as viagens internacionais, os custos de combustível, também afetados pelo conflito, são um fator importante na dinâmica da demanda. “A capacidade aérea programada deverá sofrer novos ajustes em função do aumento dos custos de viagem, levando passageiros dos Estados Unidos, México e Brasil a reconsiderar seus destinos e possivelmente direcionar seu interesse para alternativas domésticas e regionais com preços mais competitivos ou estáveis. A dimensão da queda evidencia a sensibilidade das viagens internacionais de longas distâncias à instabilidade geopolítica, especialmente em corredores que dependem de operações complexas de espaço aéreo e da confiança da demanda.”
A Travelei seguirá acompanhando os desdobramentos do conflito e as consequências para o setor turístico e aéreo, e te manterá informado com as principais notícias dos eventos.
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