Alta em combustíveis faz companhias aéreas cancelarem 2 mil voos

Alta em combustíveis faz companhias aéreas cancelarem 2 mil voos

Com os conflitos no Oriente Médio, alta no preço do petróleo é causa direta do corte de 10 mil assentos diários no mês de maio

As consequências dos conflitos bélicos na região do Oriente Médio também se localizam na aviação. Logo, por consequência, os voos e o setor do turismo no geral sente a alta dos preços e o cancelamento direto de decolagens. As companhias aéreas brasileiras cortaram mais de 2 mil voos agendados para maio, tendo em vista o ajuste recente de preço da querosene de aviação (QAV).

A pesquisa foi feita pela Agência Nacional de Aviação (ANAC), que indicou uma redução de 2.015 decolagens previstas para maio, uma queda de 2,9% na oferta prevista. Esses números representam aproximadamente 10 mil assentos por dia a menos na malha aérea doméstica. Ademais, na prática, a estimativa contabiliza 12 aviões de médio porte retirados de circulação. Os estados mais afetados são os seguintes:

Amazonas: -17,5%
Pernambuco: -10,5%
Goiás: -9,3%
Pará: -9%
Paraíba: -8,9%

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O que dizem as autoridades

Os representantes das companhias aéreas justificam o fenômeno através do aumento de 54% do preço de QAV por parte da Petrobrás, no dia primeiro de abril. Além disso, ainda há expectativa de reajuste para o dia primeiro de maio. Conforme previsões preliminares transmitidas às distribuidoras, a alta pode totalizar cerca de 20%.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), em nota, considerou os efeitos do aumento do QAV como “severos”. Ademais, o órgão afirmou estar em conversas fixas com o Governo Federal visando formas de minimizar as consequências diretas para os passageiros. Logo, entre as ações previstas, estão a anulação das taxas de PIS e Confins sobre o QAV, o adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea e a possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para a compra do combustível.

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