Reforma tributária na hotelaria preocupa líderes do setor

Reforma tributária na hotelaria preocupa líderes do setor

Os vários segmentos turísticos do setor brasileiro já se adaptam às reformas tributárias a serem implementadas. Na área de hotelaria, as mudanças em relação à regulamentação sobreo o consumo traz novos paradigmas ao setor, às empresas e aos profissionais.

A reforma vem para consolidar benefícios previstos por lei, como a redução de 40% nas alíquotas de tributos. A medida, a partir de agora, já exige adaptação prática e imediata ao setor de hotelaria. Por isso, o ano de 2026, para a área, será de revisões de processos, atualização de sistemas e atenções redobradas às exigências legais do novo modelo.

O assunto foi discutido durante o Quarto Encontro de Negócios, que reuniu mais de 40 tomadores de decisão em Campinas. No evento, estiveram presentes lideranças como ABIH-SP, Fohb e Visite Campinas e Região, que destacaram os impactos diretos da reforma tributária no setor financeiro das empresas de hotelaria. Dessa maneira, a reunião funcionou como uma medição das dificuldades enfrentadas pelas várias categorias de hospedagem.

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As principais preocupações da hotelaria

Para o evento, os órgãos presentes contrataram a EY, que realizou um estudo sobre o tema. Phelippe Grande, economista e sócio da EY, destacou os três pontos que preocupam o setor hoteleiro com a reforma tributária. São eles os seguintes:

Carga tributária e custos operacionais: trata das consequências financeiras diretas no dia a dia operacional. Os profissionais já buscam qual será o percentual efetivo que incidirá sobre a hotelaria na fase de transição. Além disso, estuda-se se o setor será capaz de garantir regimes diferentes ou benefícios fiscais, a fim de minimizar os consequentes aumentos de custos.

Impacto comercial: aqui, questiona-se como entender o resultado das operações com a incidência dos novos impostos. Se terá diferença na tributação de faturamentos corporativos (entre as empresas) quando comparado aos negócios de consumo, diretamente com o hóspede (consumidor).

Relações com intermediários e distribuidores: diz respeito à rentabilidade das parcerias comerciais com agências e operadoras de viagens. Assim, a principal preocupação é sobre qual modelo de trabalho será o melhor após as mudanças: utilizando tarifas líquidas deduzindo a remuneração ou a manutenção de tarifas comissionadas tradicionais.

Por fim, o setor da hotelaria no geral considera bem-vindas as recomendações técnicas de como lidar e se adaptar às novas reformas. Isso pois as empresas querem evitar, ao máximo, comprometer o orçamento e, consequentemente, o setor financeiro e o fluxo de caixa. A Travelei seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e os resultados completos do estudo. Portanto, siga ligado no Blog para não perder nenhuma atualização do caso!

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